Você já ouviu falar do “elevador de shabbat”? O povo hebreu em todo o mundo celebra o dia de shabbat todas as semanas, do pôr do sol na 6ª feira ao pôr do sol do dia seguinte. E observando a Lei, o propósito deste dia é de não fazer qualquer trabalho e santificá-lo, como diz o 4º dos 10 mandamentos.
Em Israel e em outros lugares onde há uma grande concentração de judeus, em edifícios com elevadores, durante o dia do Shabbat, os elevadores mudam sua programação e se tornam “elevadores de shabbat”. Este elevador entra numa programação especial onde os botões de controle de dentro e os botões de fora não funcionam e o elevador entra no programa automático.
Bom gente...ja quero começar dizendo que essa reflexão sobre o elevador de Shabbat não foi uma pesquisa feita por mim, mas foi-me dada num momento que precisava mto de receber essa palavra!
Trata-se de uma experiência que uma missionária cristã evangélica teve numa das viagens missionárias que ela fez em Israel.
Por várias vezes ela escutava as pessoas dizerem com um ar de sarcasmo: Hoje o elevador é de shabbat..os botões não funcionam, porque apertar o botão é trabalho.
A última vez que ela escutou essa frase, ela conta que recebeu como zombação, pois a maioria dos judeus não entendem a verdadeira essência da lei dada por Deus e “inventam” tradições.
Foi então que ela(Jussara) disse ao Espírito Santo: “Deve ter algo mais do que não poder fazer o simples trabalho de apertar o botão… e Ele respondeu: “Medite sobre isto.”
E na manhã seguinte o Senhor proporcionou à ela um tempo na beira do mar mediterrâneo, onde Pedro teve a visão sobre os gentios..e ali o Espírito Santo começou a falar cm ela:
1-“Já que o botão para chamar o elevador não funcionava, o elevador chegava na hora que ele foi programado, não na hora que eu queria que chegasse. (Selah)
2-Entrando no elevador, os botões de dentro também não funcionavam, então o elevador ia parando nos andares, da forma que foi programado. Cada vez que eu entrei no elevador, o elevador parou em diferentes andares. Não havia uma sequência consecutiva. (Selah)
3-Quanto mais alto era o andar do meu destino, mais tempo se passava dentro do elevador, pois as paradas eram muitas. (Selah)
4-Dentro do elevador, nos quatro lados havia espelhos. Algumas vezes, eu escolhi me olhar no espelho e ver como eu estava. Outras vezes, fiz questão de ignorar a presença deles ali, para não me examinar. (Selah)
5-Eu sabia o meu destino, em qual andar que devia descer, mas não tinha noção de quanto tempo levaria para chegar, pois o elevador era um elevador de shabbat. (Selah)
6-Quando o elevador parava nos andares antes do meu, a porta se abria e eu podia ver que cada andar tinha uma decoração diferente. (Selah)
7-Não adiantava apertar nenhum botão para mudar a rota do elevador, pois o elevador era um elevador de shabbat que foi pre-programado. (Selah)
Veja quão lindooo e edificante oq o Espírito Santo revelou à ela:
A Bíblia fala que Deus descansou no 7º dia e na própria lista dos 10 Mandamentos, Ele diz para observarmos o sábado, pois ele é santo. É claro para mim que Deus ordena que devemos descansar em tempos fixos, a cada 6 dias, a cada fim de um ciclo, numa forma de confiança e deleite no Senhor.
Desta vez, mais do que nunca, o Espírito Santo me mostrou que os judeus, vivem atos proféticos poderosos nas suas “regras” e “rituais”. E o “elevador de shabbat” é um desses atos proféticos. Ele me disse que a essência do “elevador de shabbat” não é o não poder apertar o botão porque é trabalho, mas sim a entrega do controle.
Há dias ou estações na nossa vida onde as coisas estarão fora do nosso controle. Nestes momentos, podemos tentar de tudo, mas por este tempo estar determinado para nós, não adianta chamarmos, decidirmos onde irmos, o quão rápido chegarmos lá, e até mesmo orarmos para fazermos as coisas acontecerem, porque não será atendido. Existem momentos que as decisões não são feitas por nós. Elas são pre-programadas pelo plano soberano de Deus. Este tempo é mandatório em nossas vidas. Não podemos correr dele. E ele nos serve como um lembrete de que nossas vidas não pertecem a nós.
Jesus disse que Ele é o Senhor do Sábado, em Mateus 12. Sempre pensei que esta passagem era somente sobre compaixão, amor, fazer o bem que é parte da Lei. Isto porque os fariseus por serem religiosos recriminaram os discípulos por terem “trabalhado no sábado” e Jesus também ter decidido curar um homem neste dia, pois sendo Ele o Senhor do Sábado, o amor cumpre a Lei. Mas agora vejo que é mais do que eu entendia. Jesus é o Senhor do Sábado e por isso Ele faz todas as decisões necessárias para o “dia” de sábado. No “dia” de sábado, eu não sou a pessoa que faz as decisões, que faz as coisas acontecerem, a pessoa que está no controle. Neste “dia” de sábado, o livre arbítrio que tenho é de descansar e confiar.
A Bíblia também fala de outros dias sagrados que são as Festas do Senhor, que por causa do caléndario judeu, caem em dias diferentes a cada ano. Estes dias também são dias de sábado de acordo com a Lei, dada por Deus, e se eles caem junto com o dia de shabbat da semana regular, então o shabbat se torna ainda mais longo. Isso significa que o “dia” de sábado pode não ser o sábado fixo de 24 horas que acontece a cada 6 dias. Ele pode ser bem mais longo e em datas diferentes a cada ano.
Assim também há estações de shabbat que Deus determina para nossa vida, além do fixo, o shabbat no final de cada ciclo, que é o dia de sábado da semana regular. São momentos mais prolongados onde estamos neste “elevador” e sabemos que estamos indo para um lugar específico, mas não podemos mudar a rota e nem a hora da chegada.
Porém neste “elevador”, há espelhos por toda a volta, colocados ali com um propósito profundo. Eles não são somente para dar aquela ilusão ótica de um lugar mais espaçoso, mas para nos dar oportunidades de exame. Quando estamos neste “dia” de sábado, realmente parece que estamos num lugar apertado, fechado, limitado, chegando ser menor do que uma sala de espera, mas os espelhos no “elevador de shabbat” são para ampliar a nossa visão durante este tempo de transição, para extender a visão para vermos a nós mesmos.
E ali nós escolhemos “olhar para nós” no espelho ou não. O elevador no tempo determinado chegará no andar do nosso destino, mas como as virgens loucas que não estavam preparadas quando o noivo chegou, a porta pode se abrir e não podermos sair do elevador porque não estamos prontos, porque não nos examinamos nos espelhos e nos arrumamos.
Como o “elevador de shabbat” para em muitos andares, cada vez em uma sequência diferente, neste “dia” de sábado em nossas vidas, podemos aprender um pouco sobre os nossos próximos também. Em cada parada, mesmo que indesejada, podemos ter experiências de ver estes “outros lugares” que não viríamos talvez de outra forma, conhecer “níveis” diferentes que não se aplicam a nós mas são lugares destinados para outros que estão nesta mesma caminhada no Reino de Deus que precisamos aprender a honrar e respeitar. Estas paradas do “elevador de shabbat” também nos ensinam a sermos mais gratos a Deus pelo o que Ele prepara para nós e mais contentes quando vemos com os nossos próprios olhos o “lugar” onde outros estão.
Preciso aprender a observar o “dia” de sábado na minha vida e na minha família. E todas as vezes que tiver a oportunidade, com muita alegria vou escolher entrar no “elevador de shabbat” para meditar mais ainda neste ato profético.”
E aí..gostaram???Eu ameeei!!! Coloquei em negrito as partes que mais tocaram em mim, pois estou passando pelo elevador de Shabbat, um tempo determinado por Deus, onde estou percebendo claramente que quem está no controle de tudo não sou eu..e sim Ele!!! Que o Espírito Santo venha fortalecer os nossos corações para que verdadeiramente possamos fazer a vontade de Deus em nossa vidas, pois ela é sempre boa, perfeita e agradável.

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